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STF tem dez ministros e uma cadeira vaga: veja quem são, quem indicou e desde quando

Edson Fachin preside o Supremo e Alexandre de Moraes é o vice até setembro de 2027. A cadeira de Luís Roberto Barroso está vaga desde 18 de outubro de 2025.

Sede do Supremo Tribunal Federal e a estátua A Justiça, em Brasília
Foto: Leandro Ciuffo / CC BY 2.0

Os ministros do STF em outubro de 2026 são dez, e não 11, como prevê a Constituição. Segundo a composição oficial publicada pelo Supremo Tribunal Federal, uma cadeira está vaga desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em 18 de outubro de 2025.

O tribunal é presidido por Edson Fachin, que tomou posse em 29 de setembro de 2025 para o biênio 2025-2027. Alexandre de Moraes é o vice-presidente. O decano, o ministro há mais tempo na Corte, é Gilmar Mendes, desde 2002.

O STF é o guardião da Constituição. Ele decide se leis e atos do governo respeitam o texto constitucional e dá a palavra final em recursos que chegam de todo o país.

Quando o Supremo julga um tema com repercussão geral, a decisão passa a valer para todos os processos iguais no Brasil. Assim, um julgamento em Brasília pode mudar a regra de uma aposentadoria, de um imposto ou de um concurso público na sua cidade.

Os dez ministros, do mais antigo ao mais novo

A antiguidade define a sequência de votos no plenário: depois do relator, votam primeiro os ministros mais novos na Corte. Ela também indica quem substitui o presidente e o vice quando os dois estão ausentes. A tabela usa as datas de posse registradas pelo STF.

MinistroIndicado porPosse no STFFunção atual
Gilmar MendesFernando Henrique Cardoso20 de junho de 2002Decano
Cármen LúciaLuiz Inácio Lula da Silva21 de junho de 2006Ministra
Dias ToffoliLuiz Inácio Lula da Silva23 de outubro de 2009Ministro
Luiz FuxDilma Rousseff3 de março de 2011Ministro
Edson FachinDilma Rousseff16 de junho de 2015Presidente
Alexandre de MoraesMichel Temer22 de março de 2017Vice-presidente
Nunes MarquesJair Bolsonaro5 de novembro de 2020Ministro
André MendonçaJair Bolsonaro16 de dezembro de 2021Ministro
Cristiano ZaninLuiz Inácio Lula da Silva3 de agosto de 2023Ministro
Flávio DinoLuiz Inácio Lula da Silva22 de fevereiro de 2024Ministro

Fonte: Supremo Tribunal Federal, composição atual e notícias de posse.

Quem preside a Corte

O presidente do STF é eleito pelos próprios colegas para um mandato de dois anos, sem reeleição para o período seguinte, segundo o regimento interno do tribunal. Por tradição, o plenário escolhe o ministro mais antigo que ainda não presidiu a Corte.

Edson Fachin assumiu em 29 de setembro de 2025 e acumula a presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que fiscaliza a gestão dos tribunais do país. Alexandre de Moraes, o vice, substitui Fachin em ausências e impedimentos.

Anos completos de cada ministro no STF (anos, em 6 de outubro de 2026)
Gilmar Mendes24
Cármen Lúcia20
Dias Toffoli16
Luiz Fux15
Edson Fachin11
Alexandre de Moraes9
Nunes Marques5
André Mendonça4
Cristiano Zanin3
Flávio Dino2

Fonte: STF, datas de posse; cálculo do Ouviram, outubro de 2026

Como calculamos: o Ouviram contou os anos completos entre a data de posse de cada ministro, registrada pelo STF, e 6 de outubro de 2026. A soma dá 109 anos, média de 10,9 anos por ministro.

A cadeira vaga desde outubro de 2025

Luís Roberto Barroso anunciou a aposentadoria em 9 de outubro de 2025, no plenário. O decreto saiu em edição extra do Diário Oficial da União em 15 de outubro, com efeito a partir do dia 18, segundo o STF. Ele estava na Corte desde 26 de junho de 2013.

Para a vaga, o presidente da República indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias. A mensagem chegou ao Senado em 1º de abril de 2026. A Comissão de Constituição e Justiça aprovou o nome por 16 votos a 11 em 29 de abril, depois de mais de oito horas de sabatina.

No mesmo dia, o plenário do Senado rejeitou a indicação por 42 votos a 34, com uma abstenção. Eram necessários pelo menos 41 votos favoráveis. Segundo o Senado, foi a primeira rejeição de um indicado ao STF em 132 anos: as cinco anteriores ocorreram em 1894, no governo de Floriano Peixoto.

Após a votação, Messias disse que "o Senado é soberano, o Plenário do Senado é soberano" e agradeceu os votos que recebeu, segundo o Senado. Até a última atualização da composição oficial do STF, em 14 de setembro de 2026, a cadeira seguia vaga.

Como funciona o Supremo

O STF julga em três formações. O plenário reúne todos os ministros e decide os casos de maior alcance. As duas Turmas, previstas para cinco ministros cada, analisam recursos, pedidos de habeas corpus e outros processos. O presidente não integra nenhuma delas; com a cadeira vaga, uma das Turmas fica com quatro ministros.

Boa parte dos julgamentos acontece no plenário virtual: durante uma semana, cada ministro registra o voto no sistema eletrônico, sem sessão presencial. Os casos mais debatidos vão ao plenário físico, em Brasília, com transmissão ao vivo.

Pela Constituição, cabe ao STF, entre outras tarefas:

  • julgar ações que questionam se uma lei é constitucional, como a ação direta de inconstitucionalidade (ADI);
  • julgar recursos extraordinários, a última etapa de processos que discutem a Constituição;
  • julgar, em crimes comuns, o presidente da República, o vice, deputados federais, senadores, ministros de Estado e o procurador-geral da República.

Três ministros do STF também integram o Tribunal Superior Eleitoral, que organiza as eleições. Veja quem são no guia sobre o TSE e a PGR.

O caminho até uma cadeira no STF

A escolha de um ministro segue cinco passos, definidos pela Constituição e pelo regimento do Senado:

  1. Requisitos: ser brasileiro nato, ter mais de 35 e menos de 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada. O teto de 70 anos vale desde a Emenda Constitucional 122, de 2022; antes, era de 65.
  2. Indicação: o presidente da República escolhe o nome e envia mensagem ao Senado.
  3. Sabatina: a Comissão de Constituição e Justiça do Senado ouve o indicado em sessão pública e depois vota, em votação secreta.
  4. Plenário do Senado: a indicação precisa de pelo menos 41 dos 81 votos, também em votação secreta.
  5. Posse: aprovado, o indicado é nomeado por decreto e toma posse em sessão solene no STF.

Uma vez empossado, o ministro fica no cargo até se aposentar. A aposentadoria é obrigatória aos 75 anos, pela Emenda Constitucional 88, de 2015.

Como acompanhar o tribunal

As sessões do plenário são transmitidas ao vivo pela TV Justiça e pelos canais oficiais do STF na internet. A pauta da semana e o andamento de cada processo ficam no portal do STF.

Se você planeja visitar o prédio, saiba que o programa de visitas guiadas ao Palácio do STF está temporariamente suspenso, segundo o tribunal. Quando volta a funcionar, a visita é gratuita.


A vaga de Barroso será preenchida quando houver uma nova indicação do presidente da República aprovada pelo Senado. O mandato de Fachin na presidência vai até setembro de 2027, quando o plenário elege o sucessor.

A próxima aposentadoria obrigatória prevista é a de Luiz Fux, que completa 75 anos em 26 de abril de 2028, segundo os dados do STF. Para entender quem comanda o Executivo, veja a lista dos ministros do governo federal.

  1. 1. Quantos ministros compõem o STF pela Constituição de 1988?

  2. 2. Com quantos ministros o STF foi instalado, em 1891?

  3. 3. Quem é o decano, o ministro há mais tempo no STF?

  4. 4. Quantos votos no Senado um indicado ao STF precisa para ser aprovado?

  5. 5. Qual ministro tomou posse por videoconferência, durante a pandemia?

Perguntas frequentes

Quantos ministros tem o STF hoje?

Dez. A Constituição prevê 11, mas a cadeira de Luís Roberto Barroso está vaga desde a aposentadoria dele, em 18 de outubro de 2025, segundo o STF.

Quem é o presidente do STF?

Edson Fachin, desde 29 de setembro de 2025, para o biênio 2025-2027. O vice-presidente é Alexandre de Moraes.

Como é escolhido um ministro do STF?

O presidente da República indica um nome, que passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Depois, precisa de pelo menos 41 votos no plenário do Senado para ser nomeado.

Ministro do STF tem mandato?

Não. O cargo é vitalício, e a aposentadoria é obrigatória aos 75 anos, pela Emenda Constitucional 88, de 2015. O ministro pode se aposentar antes, por vontade própria.

Quem é o ministro mais antigo do STF?

Gilmar Mendes, o decano, que tomou posse em 20 de junho de 2002. A mais antiga depois dele é Cármen Lúcia, desde 21 de junho de 2006.

#STF#SupremoTribunalFederal#MinistrosDoSTF#EdsonFachin#GilmarMendes#Judiciário

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