Desemprego cai para 5,3% e Brasil abre 165,8 mil vagas com carteira em agosto
A taxa de desocupação ficou em 5,3% de junho a agosto, segundo o IBGE, a menor para esse trimestre desde 2012. Em agosto, o país criou 165.827 empregos com carteira, informou o Ministério do Trabalho e Emprego.

A taxa de desemprego medida pelo IBGE ficou em 5,3% no trimestre de junho a agosto de 2026. O índice caiu 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre de março a maio (5,6%). Também ficou abaixo do mesmo período de 2025 (5,6%), segundo a PNAD Contínua divulgada em 29 de setembro.
No mesmo dia, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que o país abriu 165.827 vagas com carteira assinada em agosto. Foram 2.294.563 contratações e 2.128.736 desligamentos, segundo o Novo Caged.
A taxa mede quem procura trabalho e não encontra. O Brasil tinha 5,8 milhões de pessoas desocupadas no trimestre, cerca de 300 mil a menos que um ano antes, segundo o IBGE. Já o número de pessoas ocupadas chegou a 103,5 milhões, 1,06 milhão a mais em 12 meses.
O Ouviram verificou na série histórica do IBGE, iniciada em 2012: 5,3% é a menor taxa já registrada para um trimestre encerrado em agosto. A mínima da série para qualquer período segue sendo 5,1%, no trimestre de outubro a dezembro de 2025.
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, setembro de 2026
Como calculamos: comparamos a taxa do trimestre de junho a agosto de cada ano na tabela 6381 do sistema Sidra, do IBGE.
Os principais números do IBGE
| Indicador | Jun-ago 2026 | Mar-mai 2026 | Jun-ago 2025 |
|---|---|---|---|
| Taxa de desocupação | 5,3% | 5,6% | 5,6% |
| Pessoas desocupadas | 5,8 milhões | 6,1 milhões | 6,1 milhões |
| Pessoas ocupadas | 103,5 milhões | 102,7 milhões | 102,4 milhões |
| Com carteira no setor privado | 39,5 milhões | 39,3 milhões | 39,1 milhões |
| Rendimento médio real | R$ 3.777 | R$ 3.752 | R$ 3.641 |
| Taxa de subutilização | 13,1% | 13,3% | 14,1% |
A taxa de subutilização soma quem está desempregado, quem trabalha menos horas do que gostaria e quem queria trabalhar, mas não procurou ou não estava disponível. Ela caiu um ponto percentual em um ano, segundo o IBGE.
Onde as vagas com carteira foram abertas
Os cinco grandes setores contrataram mais do que demitiram em agosto, segundo o Ministério do Trabalho. Serviços lideraram, com 110.346 vagas, seguidos por construção (20.848), indústria (16.613), comércio (16.565) e agropecuária (1.452).
O saldo foi positivo em 24 estados. Em números absolutos, os destaques foram São Paulo (42.533 vagas), Rio de Janeiro (20.886) e Pernambuco (13.428). Em proporção ao estoque de empregos, os maiores avanços ocorreram no Nordeste e no Norte: Paraíba (1,59%), Amapá (1,38%) e Rio Grande do Norte (0,92%).
No acumulado de janeiro a agosto, o país soma 1.134.033 vagas formais, com crescimento de 2,41%. São Paulo (306.883), Minas Gerais (123.176) e Rio de Janeiro (77.670) lideram em número. Amapá (6,30%), Piauí (4,27%) e Acre (4,09%) tiveram as maiores altas proporcionais.
O rendimento médio de quem trabalha chegou a R$ 3.777 por mês, segundo o IBGE. A alta real foi de 3,7% em um ano, já descontada a inflação. Somados, os rendimentos do trabalho de todos os ocupados chegaram a R$ 385,6 bilhões por mês, 4,8% acima de um ano antes.
Para quem está sendo contratado agora, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.410,74 em agosto, segundo o Caged. O valor ficou estável em relação a julho e é 1,02% maior que o de agosto de 2025.
Jovens ficaram com a maior parte das vagas
Pessoas de até 24 anos ocuparam 128.997 das vagas com carteira criadas em agosto, segundo o Caged. O Ouviram calculou que isso equivale a 77,8% do saldo do mês. Como calculamos: 128.997 dividido por 165.827.
Para estudantes, uma das portas de entrada é o contrato de aprendiz, que somou 17.637 vagas no mês. O saldo também foi equilibrado entre os sexos: 83.989 vagas para mulheres e 81.838 para homens.
Como procurar vaga com carteira
- Portal Emprega BrasilCadastre seu perfil com a conta gov.br e receba as vagas compatíveis da sua cidade.
- App Carteira de Trabalho DigitalAs mesmas vagas aparecem no celular, no cadastro do trabalhador.
- Postos do SineO atendimento presencial é gratuito, nas unidades da Rede Sine do seu município.
- Mantenha o perfil atualizadoAs vagas são cruzadas com seu perfil profissional e seu endereço, segundo o serviço do Sine no gov.br.
Quem tem carteira assinada também deve acompanhar o calendário do 13º salário de 2026 e o valor do salário mínimo, piso de quem trabalha com carteira.
- 30 de outubroO IBGE divulga a taxa de desemprego do trimestre de julho a setembro.
- 18 de novembroSai a PNAD Contínua trimestral, com a taxa de desemprego de cada estado.
- Esta semanaO Senado debate a proposta que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. Entenda em o que muda com o fim da escala 6x1.
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Perguntas frequentes
Qual é a taxa de desemprego no Brasil hoje?
Segundo a PNAD Contínua do IBGE, a taxa de desocupação foi de 5,3% no trimestre de junho a agosto de 2026. O próximo dado, referente a julho a setembro, sai em 30 de outubro.
Quantas pessoas estão desempregadas no Brasil?
Eram 5,8 milhões de pessoas desocupadas no trimestre encerrado em agosto de 2026, cerca de 300 mil a menos que um ano antes, segundo o IBGE.
Quantos empregos com carteira foram criados em 2026?
De janeiro a agosto, o saldo foi de 1.134.033 vagas formais, alta de 2,41% no estoque de empregos, segundo o Novo Caged do Ministério do Trabalho e Emprego.
Qual a diferença entre PNAD e Caged?
A PNAD Contínua, do IBGE, é uma pesquisa em domicílios que mede todo tipo de trabalho, formal e informal. O Novo Caged, do Ministério do Trabalho, conta só admissões e demissões com carteira assinada informadas pelas empresas.
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