ANP leiloa 13 blocos do pré-sal nesta quarta, e bônus fixos somam R$ 1,2 bilhão
A sessão do pré-sal começa às 9h e a de concessão, às 14h, com transmissão ao vivo. Estão aptas 19 empresas na partilha e 46 na concessão, segundo a ANP.

Atualização, 11h: a sessão do pré-sal terminou com sete dos 13 blocos arrematados e R$ 530,5 milhões em bônus de assinatura, segundo a ANP. Veja o resultado do leilão do pré-sal bloco a bloco.
O leilão da ANP de hoje, quarta-feira, 7 de outubro de 2026, coloca em disputa 13 blocos do pré-sal nas bacias de Campos e de Santos. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis abre a sessão às 9h, no Centro do Rio de Janeiro.
À tarde, às 14h, começa um segundo leilão, no regime de concessão. Ele reúne 22 setores de blocos exploratórios em nove bacias, em terra e no mar, e dois setores de áreas com acumulações marginais, segundo a ANP.
O pré-sal já responde pela maior parte do petróleo e do gás do país. Em agosto, o país produziu 6,002 milhões de barris de óleo equivalente por dia, e 82,6% saíram do pré-sal, segundo o boletim mensal da ANP. A produção de petróleo cresceu 18,4% em relação a agosto de 2025.
Os blocos leiloados hoje são áreas de exploração: as empresas vencedoras ganham o direito de procurar petróleo e gás. Se houver descoberta comercial, vêm a produção, os investimentos e o pagamento de royalties e outras participações ao poder público.
Os 13 blocos do pré-sal e o bônus de cada um
Na partilha, o bônus de assinatura é fixo e está no edital. O Ouviram somou os valores dos 13 blocos em oferta: R$ 1,235 bilhão, sendo R$ 995,5 milhões na Bacia de Santos e R$ 239,5 milhões na Bacia de Campos. O valor só entra nos cofres da União se os blocos forem arrematados.
Fonte: edital da Oferta Permanente de Partilha, ANP, abril de 2026
Como calculamos: somamos o bônus de assinatura fixo de cada um dos 13 blocos listados pela ANP para o 4º Ciclo. Os valores estão na tabela de blocos do edital da Oferta Permanente de Partilha. Os outros blocos do edital, que não receberam declaração de interesse, ficaram fora da conta.
Como a disputa funciona na partilha
No regime de partilha, parte do petróleo e do gás produzidos fica com a União. A empresa recupera seus custos com uma parte da produção, e o que sobra, o chamado excedente em óleo, é dividido com o governo.
Vence quem oferecer à União o maior percentual desse excedente, a partir de um mínimo fixado no edital. No bloco Cerussita, o maior em bônus, o mínimo é de 14,64%. Em Opala, de 12,22%, segundo o edital da ANP. A fase de exploração dos contratos dura sete anos.
A ANP divulga os resultados primeiro para os cinco blocos de Campos e, depois, para os oito de Santos.
À tarde, 22 setores em nove bacias
A sessão das 14h é do regime de concessão. Nele, a empresa que encontrar petróleo comercializa a produção e paga royalties e participações ao governo. Vence a melhor combinação entre o bônus em dinheiro e o Programa Exploratório Mínimo, que reúne as atividades que a empresa se compromete a fazer.
Os setores ficam nas bacias Potiguar, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Tucano Sul, Campos, Espírito Santo, Santos e Ceará. Na segunda-feira (5), a diretoria da ANP retirou cinco blocos da Bacia do Parnaíba do edital, após a área técnica identificar erro na aplicação de critérios socioambientais. A agência informou que vai reavaliar as áreas para uma eventual volta à oferta.
Dois blocos da Bacia do Tacutu, em Roraima, ficam na faixa de fronteira. Quem vencer precisará ter pelo menos 51% do capital nas mãos de brasileiros, como exige a Lei 6.634, de 1979.
Quem pode dar lance
Estão aptas 19 empresas no pré-sal, entre elas Petrobras, Shell, TotalEnergies, Equinor, Chevron, BP, CNOOC, Petronas, Prio e QatarEnergy. Na concessão, são 46. A ANP ressalta que estar inscrita não significa que a empresa fará oferta.
No ciclo anterior de partilha, em 22 de outubro de 2025, cinco dos sete blocos oferecidos foram arrematados, com R$ 103,7 milhões em bônus de assinatura.
O petróleo bruto foi o principal produto exportado pelo Brasil em setembro, como mostram os dados da balança comercial. Novas áreas em exploração podem significar investimento e empregos no futuro. Isso vale principalmente para Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, de frente para as bacias de Campos e Santos.
Os setores da tarde, em terra e no mar, também envolvem o Nordeste e o Norte. Há bacias no Rio Grande do Norte, no Ceará, na Bahia, no Maranhão, no Piauí e em Roraima. Como o petróleo é negociado em dólar, vale acompanhar também a cotação do dólar hoje.
- 9hAbertura da sessão do pré-sal e divulgação dos vencedores bloco a bloco.
- 14hSessão de concessão, começando pelas áreas de acumulações marginais.
- DepoisA ANP precisa homologar os resultados e assinar os contratos com as vencedoras.
Quem quiser acompanhar pode assistir à transmissão ao vivo no canal da ANP no YouTube. Os resultados oficiais, bloco a bloco, também ficam nas páginas de cada ciclo no site da agência.
1. Qual campo foi o maior produtor de petróleo do Brasil em agosto de 2026?
Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, produziu 1,172 milhão de barris por dia, segundo a ANP.
2. Quanto do petróleo e gás do Brasil saiu do pré-sal em agosto de 2026?
O pré-sal produziu 4,959 milhões de barris de óleo equivalente por dia, 82,6% do total, segundo a ANP.
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Perguntas frequentes
Que horas é o leilão da ANP hoje?
A sessão do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, com blocos do pré-sal, começa às 9h desta quarta-feira (7). A do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão começa às 14h. As duas são no Rio de Janeiro.
Onde assistir ao leilão do pré-sal?
A ANP transmite as duas sessões ao vivo no seu canal no YouTube. A sessão presencial é no edifício da agência, na Avenida Rio Branco, 65, no Centro do Rio.
Qual a diferença entre partilha e concessão?
Na partilha, usada no pré-sal, o bônus é fixo e vence quem oferecer à União a maior parte do petróleo que sobra depois dos custos. Na concessão, vence a melhor combinação de bônus em dinheiro e compromisso de exploração.
O que é a Oferta Permanente da ANP?
É a principal forma de licitação de áreas de petróleo e gás no Brasil hoje. As áreas ficam disponíveis o tempo todo, e um ciclo de leilão é aberto quando empresas declaram interesse.
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