Bilhete de papel do Metrô de São Paulo deixa de valer depois de 31 de outubro
O bilhete Edmonson não é vendido desde 2021, mas quem ainda tem algum guardado pode usá-lo até o fim do mês. A troca das sobras está prevista de novembro a janeiro de 2027.

O bilhete Edmonson do Metrô de São Paulo, o cartãozinho de papel com tarja magnética que abriu catracas por mais de 50 anos, vale só até 31 de outubro. Depois dessa data, um sábado, as linhas operadas pela companhia deixam de aceitá-lo. Quem ainda guarda algum na carteira ou na gaveta tem pouco mais de três semanas para usar.
A despedida virou teatro. Até sexta-feira (9), atores circulam pelas estações com o personagem "Ed", que representa o bilhete, em cenas com um repórter e um diretor de mentira. Nesta quarta-feira (7), a ação está na estação Itaquera, das 10h às 17h. O Metrô descreve a iniciativa como a despedida de "um dos símbolos mais tradicionais de São Paulo" e aproveita as apresentações para mostrar as outras formas de pagar a passagem.
Para a maior parte dos passageiros, pouco muda na prática. O bilhete de papel não é vendido desde 2021, quando deu lugar ao QR Code. A data pesa para quem comprou vários de uma vez e ficou com sobras. A regra anunciada vale para as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, que são operadas pela estatal.
- 7 de outubroAção de despedida na estação Itaquera, das 10h às 17h
- 8 de outubroEstação Palmeiras-Barra Funda, no mesmo horário
- 9 de outubroEstação Vila Prudente, último dia da ação
- 31 de outubroÚltimo dia de validade do bilhete nas catracas
- Novembro a janeiro de 2027Período previsto para a troca dos bilhetes que sobrarem
Quem não conseguir usar tudo até o fim do mês não precisa jogar o bilhete fora. Em agosto, ao confirmar a data, o Metrô informou que haverá um período para a troca das unidades restantes, de novembro a janeiro de 2027. Os postos, os horários e as regras dessa troca ainda não foram divulgados.
No lugar do papel, as catracas aceitam hoje várias formas de pagamento. Segundo o Metrô, continuam disponíveis o QR Code digital, no celular, o QR Code impresso e o pagamento por aproximação com cartão de crédito ou débito, celular ou relógio. Na aproximação, valem as bandeiras Elo, Mastercard e Visa, em todas as catracas do sistema. O Bilhete Único e o Cartão TOP seguem funcionando, cada um com as suas regras.
O nome do bilhete vem de longe. Thomas Edmondson, ferroviário inglês, criou no século 19 o bilhete padronizado de cartão para organizar a venda de passagens de trem. O modelo se espalhou pelo mundo com o sobrenome dele. No Brasil, a grafia perdeu um "d". Em São Paulo, o bilhete chegou junto com a operação comercial do Metrô, em 1974, já com a tarja magnética que a catraca lê e engole na última viagem.
A aposentadoria do papel acontece num período de mudanças na rede. O Metrô prorrogou até 31 de janeiro de 2027 a operação sem interrupção nas madrugadas de sábado para domingo nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, em caráter experimental. Desde 6 de dezembro de 2025, foram cerca de 665 mil embarques nesse horário, média de 15,8 mil por noite, segundo a companhia.
Na zona sul, a Linha 17-Ouro, o monotrilho que chega ao Aeroporto de Congonhas, funciona desde 30 de setembro das 6h às 22h, de segunda a sábado. A linha continua em operação transitória, sem cobrança de tarifa, e transportou 25.245 passageiros no primeiro dia do novo horário, de acordo com o Metrô.
O bilhete de papel vale normalmente no fim de semana prolongado, inclusive na segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. Para quem fica na cidade, há sugestões no guia sobre o que fazer no feriado de 12 de outubro. Outros avisos de serviço estão no resumo das cidades desta quarta. O Metrô ainda vai informar onde e como será a troca; até lá, vale guardar os bilhetes que sobrarem.
1. Em que ano o Metrô de São Paulo começou a operar com passageiros?
A operação comercial começou em 1974, e o bilhete de papel com tarja magnética acompanha o sistema desde então, segundo o Metrô.
2. Até que dia o bilhete Edmonson é aceito nas catracas do Metrô?
O Metrô informa que os bilhetes continuam válidos até 31 de outubro de 2026. Janeiro de 2027 é o fim do período previsto para a troca das sobras.
3. De onde vem o nome Edmonson?
Thomas Edmondson criou o bilhete padronizado de cartão para as ferrovias inglesas no século 19; no Brasil, o nome perdeu um "d".
Enquete do leitor
Você ainda tem bilhete de papel do Metrô guardado?
Enquete aberta, sem valor estatístico. Todas as enquetes
O que você achou desta matéria?
Perguntas frequentes
Até quando vale o bilhete Edmonson do Metrô de São Paulo?
Até 31 de outubro de 2026, um sábado, segundo o Metrô. Depois dessa data, o bilhete de papel com tarja magnética deixa de ser aceito nas catracas das linhas operadas pela companhia.
O que fazer com o bilhete de papel do Metrô que sobrou?
Guarde. O Metrô informou que haverá um período de troca dos bilhetes não usados, de novembro de 2026 a janeiro de 2027. Os locais, os horários e as regras ainda não foram divulgados.
Como pagar a passagem do Metrô sem o bilhete de papel?
Com QR Code digital ou impresso, com cartão de crédito ou débito por aproximação (Elo, Mastercard e Visa), com celular ou relógio compatível, com Bilhete Único ou com Cartão TOP.
Por que o bilhete do Metrô se chama Edmonson?
O nome vem de Thomas Edmondson, ferroviário inglês que criou no século 19 o bilhete padronizado de cartão para as passagens de trem. No Brasil, a grafia perdeu um "d".
O Ouviram confere cada dado em fontes oficiais e separa informação de opinião. Como trabalhamos · Achou um erro? Avise a redação








Debate
Comente com respeito. Leia as regras de participação: sem ofensas, sem dados pessoais de terceiros, sem links.